Todo início tem um gosto doce, como se fôssemos especiais ou imortais. Conseguir entrar numa das melhores faculdades da região, conseguir emprego em uma das maiores empresas, início de casamento ou de namoro, em que as pessoas se conheceram por acaso.
Nesses momentos, somos invencíveis, conquistaremos o mundo. Em nossa convicção inabalável, nossos planos serão cumpridos e a competência, por certo, encontrará a oportunidade. E isso é sucesso.
Isso que buscamos durante anos a fio, sem saber ao certo quando nos sentiremos completos. Quando a inocência se confunde com a capacidade de sonhar. Seremos sempre o biólogo que descobrirá o sapo-rei-sulafricano cuja toxina cura o câncer, o cirurgião que opera dez vezes ao dia e nunca perde um paciente, o jogador de futebol que nunca desperdiça uma chance e é sempre responsável por goleadas. A verdade nua e crua é bem mais cinza e irônica.
Quando é a hora de parar de tentar? Quando o sinal vermelho definitivamente acende e só segue em frente quem realmente não tem mais nada a perder? Esperamos o sucesso em todas as áreas de nossas vidas como se ele fizesse parte da escala natural da vida. Você nasce, cresce, faz sucesso, se reproduz e morre. Simples, fácil, orgânico. Queremos ser famosos no que fazemos, ganhar dinheiro o suficiente para não preocupar-se com as contas no final do mês, ter alguém que te completa esperando em casa e filhos que vão mais longe do que nós fomos. A vida não é assim. Pelo menos não para muitos de nós, que a vivemos. Bem vindo à realidade.
Há uma chance acima de 90% de que não, você não será ‘descoberto’ por ninguém. Não vão te dar aquela grande chance que muda tudo em sua vida. A probabilidade de achar sua real alma gêmea é ainda menor. É provável que você vá se confortar com a pessoa que você julgou gostar mais que os desastres de sua prévia vida amorosa e, então, optar pelo cômodo e menos estressante.
O seu emprego dos sonhos pode nunca nem mesmo abrir vaga enquanto você espera. Caso abra, é provável que já tenha destino e portador certos, antes mesmo de você tentar. E aquela promoção que você espera há tanto tempo, vai demorar ainda mais para chegar, mais do que sua paciência está disposta a esperar. O seu filho não é mais inteligente que o da vizinha. Ela também pensa isso, acredite. Também não é o mais bonito do mundo, ele é apenas seu. E isso faz toda a diferença. E a expectativa, no mundo inteiro, é que ele sofra e tenha menos condições financeiras do que você teve.
Saber da probabilidade que se mostra contra sua felicidade apenas faz com que o prazer em encontrá-la seja ainda mais especial. O motivo pelo qual não devemos ouvir o discurso dos derrotados é que todos aqueles que atingiram o sucesso, desconheciam ou ignoravam o que a vida provavelmente os ofereceria.
Busque o colo que te oferece prazer na carne e na fala, com o qual você poderá passar seus anos. Se prenda a trabalhos que te façam acordar pela manhã e seguir, sem arrependimentos ou contrariações, ao que você faz, e gosta. Você precisa de uma residência onde possa cuidar de si próprio, de um carro que ande e o suficiente para custear a educação de quem se ama.
Sucesso não é ter tudo em demasia. É ter tudo. Sem ilusões ou idealizações. É prender-se aos próprios planos de vida ideal, perseguindo-os sem tirar os pés do chão. No fim das contas, e de nossas vidas, dessa forma, ainda que nos pudessem aplicar ‘aquele sem grandes realizações’, usarão ‘ele, que, de fato viveu, sempre buscando seus sonhos’.
Fonte: Papo de Guerra
sábado, 16 de julho de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Alguns avanços da Primeira Revolução Industrial e seus responsáveis:
1767 – James Hargreaves- Invenção da primeira máquina de fiar
A máquina consistia em diversos fusos dispostos verticalmente
e movidos por uma roda, além de um gancho que segurava diversos
novelos.
1776 - Adam Smith - Introdução de uma nova doutrina econômica
Em sua célebre obra “A riqueza das nações” Smith advogava
que o governo não precisava intervir na economia. Ele achava
que, se os empresários tivessem liberdade de procurar seus
próprios interesses, o mercado produziria bens na quantidade e
no preço que a sociedade esperasse, levado por uma “mão invisível”,
que atuaria adequadamente se não houvesse impedimento
ao livre comércio.
1776 - James Watt - Aperfeiçoamento do motor a vapor
O aperfeiçoamento do motor a vapor de Watt permitiu o seu uso
prático na indústria. Instalada, inicialmente, em fábricas de artefatos
de ferro, a máquina a vapor foi o gatilho que disparou a
revolução industrial, mecanizando tarefas anteriormente
manuais.
1790 - Eli Whitney - Criação do conceito da utilização de peças intercambiáveis
O conceito de intercâmbio de peças foi originalmente aplicado à
fabricação de mosquetes5 vendidos ao exército americano, mas
acabou por permitir o processo de produção em massa, com
estações de trabalho e fluxo ininterrupto de produção nas mais
diversas indústrias. Whitney talvez seja mais conhecido pela
invenção da Cotton gin, uma máquina revolucionária de processamento
de algodão, que aumentou a produtividade da industria
têxtil, incentivando as plantações de algodão no sul dos
Estados Unidos.
1822 - Charles Babbage - Criação da primeira calculadora mecânica
Babbage concebeu a primeira calculadora mecânica e prática
do mundo. Depois disto, Babbage desenvolveu a idéia do “motor
analítico”, que serviu de base para as implementações dos
computadores eletrônicos, mais de um século depois, quando,
finalmente, a IBM conseguiu desenvolver a tecnologia necessária
para colocar em prática os conceitos do inventor
inglês. Em seu livro On the economy of machinery and manufactures,
lançado em 1832, Babbage fornece idéias revolucionárias
de administração da produção, que também vieram a ser
exploradas no século seguinte.
A máquina consistia em diversos fusos dispostos verticalmente
e movidos por uma roda, além de um gancho que segurava diversos
novelos.
1776 - Adam Smith - Introdução de uma nova doutrina econômica
Em sua célebre obra “A riqueza das nações” Smith advogava
que o governo não precisava intervir na economia. Ele achava
que, se os empresários tivessem liberdade de procurar seus
próprios interesses, o mercado produziria bens na quantidade e
no preço que a sociedade esperasse, levado por uma “mão invisível”,
que atuaria adequadamente se não houvesse impedimento
ao livre comércio.
1776 - James Watt - Aperfeiçoamento do motor a vapor
O aperfeiçoamento do motor a vapor de Watt permitiu o seu uso
prático na indústria. Instalada, inicialmente, em fábricas de artefatos
de ferro, a máquina a vapor foi o gatilho que disparou a
revolução industrial, mecanizando tarefas anteriormente
manuais.
1790 - Eli Whitney - Criação do conceito da utilização de peças intercambiáveis
O conceito de intercâmbio de peças foi originalmente aplicado à
fabricação de mosquetes5 vendidos ao exército americano, mas
acabou por permitir o processo de produção em massa, com
estações de trabalho e fluxo ininterrupto de produção nas mais
diversas indústrias. Whitney talvez seja mais conhecido pela
invenção da Cotton gin, uma máquina revolucionária de processamento
de algodão, que aumentou a produtividade da industria
têxtil, incentivando as plantações de algodão no sul dos
Estados Unidos.
1822 - Charles Babbage - Criação da primeira calculadora mecânica
Babbage concebeu a primeira calculadora mecânica e prática
do mundo. Depois disto, Babbage desenvolveu a idéia do “motor
analítico”, que serviu de base para as implementações dos
computadores eletrônicos, mais de um século depois, quando,
finalmente, a IBM conseguiu desenvolver a tecnologia necessária
para colocar em prática os conceitos do inventor
inglês. Em seu livro On the economy of machinery and manufactures,
lançado em 1832, Babbage fornece idéias revolucionárias
de administração da produção, que também vieram a ser
exploradas no século seguinte.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Saiba Como Estudar
I. INTRODUÇÃO
1. Estude mais a disciplina que você tem mais dificuldade.
2. Não engane a si próprio, dizendo-se pouco inteligente ou que a disciplina é difícil. Isto às vezes é um recurso inconsciente para livrar-se da responsabilidade de estudar. Enfrente as dificuldades lembrando-se de que todo estudo requer esforço.
3. Quando mais independente você ficar do professor, maior seu progresso intelectual. Não recorra a ele senão quando for impossível resolver sozinho o problema. Na vida você não terá professor. Bom professor não é o que trabalha por você, mas o que o estimula a trabalhar.
II. PREPARAÇÃO
1. Organize um horário não só de repouso, mas de todas as suas atividades (estudo, divertimento, trabalho, repouso etc). Olhe sempre para este horário e considere-o como um desafio a você mesmo.
2. Verifique se tem à mão tudo de que irá precisar: lápis, régua, dicionário, livros, papel.
3. Coloque todos os seus trabalhos, esquemas e esboços já feitos sobre a matéria que estiver estudando. Isso mostrará seu progresso e poupará trabalho. Quando reler, depois de meses, tudo lhe voltará à mente, apesar de aparentemente esquecido.
III. ESTUDO
1ª Fase:
1. Na primeira fase, para superar a dispersão psicológica e eliminar os interesses anteriores, faça algo decisivo: leia alto, escreva, resolva os exercícios mais fáceis, até “esquentar o motor” (obter concentração).
2. Antes da tarefa, resolva consigo mesmo, o que deseja conseguir: ter idéias gerais sobre o assunto? Resolver o problema? Colher informações? Aperfeiçoar um conhecimento? Fazer um esquema? Comparar opiniões ou informações? Se você não sabe o que vai fazer, ficará batendo e nada conseguirá.
3. Comece o estudo procurando ter uma “visão de conjunto” global. Vá até o fim da lição sem se preocupar com detalhes que não tenha entendido. Faça depois um resumo do que conseguiu captar.
4. Agora comece a separar – detalhadamente – o que você já sabia do que não sabia. Veja se relembra fatos que confirmam ou contradigam o que está lendo. Isto é o que se chama “amarrar o novo no antigo”. Se não fizer isso, a nova aprendizagem fica “boiando” na mente e facilmente se perde.
2ª Fase:
1. Você está agora na fase analítica: não deixe frases e períodos sem compreensão integral. Até para memorizar um texto é necessário à compreensão. Somente um papagaio decora sem compreender.
2. Experimente agora a seguinte técnica: Faça um questionário para você mesmo responder. Faça um questionário minucioso. Responda às suas próprias perguntas. Verá que, muitas vezes, o que parecia claro não está bem compreendido como supunha.
3. Faça desenhos, diagramas, esboços, do assunto. A visualização facilita enormemente a compreensão e ajuda a fixação.
4. Se você souber comparar, mostra que é inteligente e sabe estudar. É procurando semelhanças e diferenças que a gente aprende e descobre soluções. Compare sempre.
5. Não se preocupe em memorizar nada nesta fase. Garanta apenas a perfeita compreensão e você verá, com a memorização surge como um “subproduto” da tarefa que acabou de executar.
3ª Fase:
1. Chegou a hora da síntese. A hora de procurar as leis que regem o fenômeno. Procurar os Princípios, as Causas, e finalmente, estabelecer os pontos chaves e as conclusões. Regras, definições, esquemas, diagramas, são sínteses. Elimine de sua investigação tudo que não for fundamental. Retire os exemplos e digressões. Fique apenas, com as orações principais.
2. Quando o professor usa a síntese para ensinar, poupa o aluno da análise. Mas apenas a síntese feita pelo próprio aluno (partindo de uma pesquisa analítica), faz com que ele aprenda.
3. Estudar é, pois, ir ao global, e através da análise (pesquisa e investigação), chegar à síntese. Ninguém poderá fazer isso por você com real proveito.
4. Agora faça o controle, veja se sabe aplicar o que você pensa que aprendeu. Não se trata de repetir e sim de aplicar em novas situações por generalização (um caso mais difícil), ou por transferência (um caso diferente).
5. Às vezes você pode pensar que não está aprendendo, apesar do esforço que fez. É ilusão. A aprendizagem está sendo acumulada no inconsciente. Quando você menos esperar, ela jorrará como uma fonte cuja existência não era suspeitada (desde que você esteja se esforçando, naturalmente).
OBSERVAÇÕES GERAIS:
1. Longos Períodos de estudo não adiantam. Divida o período em etapas adequadas. Assim, passar a noite estudando em véspera de prova é absolutamente improdutivo, ainda que pareça o contrário; o resultado final é sempre negativo.
2. Não esqueça que quando você não consegue aprender alguma coisa não é por falta de inteligência: é que aprender algo que irá servir de base à nova aprendizagem. Procure saber o que é, e desaparecerá a dificuldade.
3. Não seja muito tímido nas aulas. Quando não entender, faça perguntas.
4. Depois de estudar a matéria, procure debate-la com um colega (se tiver o hábito de estudar sozinho). O debate é uma forma excepcional de aprendizagem.
5. Não engane a si próprio: Controle os resultados do seu estudo. Não estude de modo dispersivo. Depois de cada momento verifique se aprendeu. Faça de conta que são duas pessoas: “Você” que aprendeu e “Você” que verifica a aprendizagem.
6. Estudar em grupo talvez seja a melhor maneira de estudar. Mas para isso, há necessidade de que o grupo esteja realmente disposto a estudar; não pode haver dispersão de atenção, bate-papo. O grupo tem que ser coeso, responsável, bem intencionado.
1. Estude mais a disciplina que você tem mais dificuldade.
2. Não engane a si próprio, dizendo-se pouco inteligente ou que a disciplina é difícil. Isto às vezes é um recurso inconsciente para livrar-se da responsabilidade de estudar. Enfrente as dificuldades lembrando-se de que todo estudo requer esforço.
3. Quando mais independente você ficar do professor, maior seu progresso intelectual. Não recorra a ele senão quando for impossível resolver sozinho o problema. Na vida você não terá professor. Bom professor não é o que trabalha por você, mas o que o estimula a trabalhar.
II. PREPARAÇÃO
1. Organize um horário não só de repouso, mas de todas as suas atividades (estudo, divertimento, trabalho, repouso etc). Olhe sempre para este horário e considere-o como um desafio a você mesmo.
2. Verifique se tem à mão tudo de que irá precisar: lápis, régua, dicionário, livros, papel.
3. Coloque todos os seus trabalhos, esquemas e esboços já feitos sobre a matéria que estiver estudando. Isso mostrará seu progresso e poupará trabalho. Quando reler, depois de meses, tudo lhe voltará à mente, apesar de aparentemente esquecido.
III. ESTUDO
1ª Fase:
1. Na primeira fase, para superar a dispersão psicológica e eliminar os interesses anteriores, faça algo decisivo: leia alto, escreva, resolva os exercícios mais fáceis, até “esquentar o motor” (obter concentração).
2. Antes da tarefa, resolva consigo mesmo, o que deseja conseguir: ter idéias gerais sobre o assunto? Resolver o problema? Colher informações? Aperfeiçoar um conhecimento? Fazer um esquema? Comparar opiniões ou informações? Se você não sabe o que vai fazer, ficará batendo e nada conseguirá.
3. Comece o estudo procurando ter uma “visão de conjunto” global. Vá até o fim da lição sem se preocupar com detalhes que não tenha entendido. Faça depois um resumo do que conseguiu captar.
4. Agora comece a separar – detalhadamente – o que você já sabia do que não sabia. Veja se relembra fatos que confirmam ou contradigam o que está lendo. Isto é o que se chama “amarrar o novo no antigo”. Se não fizer isso, a nova aprendizagem fica “boiando” na mente e facilmente se perde.
2ª Fase:
1. Você está agora na fase analítica: não deixe frases e períodos sem compreensão integral. Até para memorizar um texto é necessário à compreensão. Somente um papagaio decora sem compreender.
2. Experimente agora a seguinte técnica: Faça um questionário para você mesmo responder. Faça um questionário minucioso. Responda às suas próprias perguntas. Verá que, muitas vezes, o que parecia claro não está bem compreendido como supunha.
3. Faça desenhos, diagramas, esboços, do assunto. A visualização facilita enormemente a compreensão e ajuda a fixação.
4. Se você souber comparar, mostra que é inteligente e sabe estudar. É procurando semelhanças e diferenças que a gente aprende e descobre soluções. Compare sempre.
5. Não se preocupe em memorizar nada nesta fase. Garanta apenas a perfeita compreensão e você verá, com a memorização surge como um “subproduto” da tarefa que acabou de executar.
3ª Fase:
1. Chegou a hora da síntese. A hora de procurar as leis que regem o fenômeno. Procurar os Princípios, as Causas, e finalmente, estabelecer os pontos chaves e as conclusões. Regras, definições, esquemas, diagramas, são sínteses. Elimine de sua investigação tudo que não for fundamental. Retire os exemplos e digressões. Fique apenas, com as orações principais.
2. Quando o professor usa a síntese para ensinar, poupa o aluno da análise. Mas apenas a síntese feita pelo próprio aluno (partindo de uma pesquisa analítica), faz com que ele aprenda.
3. Estudar é, pois, ir ao global, e através da análise (pesquisa e investigação), chegar à síntese. Ninguém poderá fazer isso por você com real proveito.
4. Agora faça o controle, veja se sabe aplicar o que você pensa que aprendeu. Não se trata de repetir e sim de aplicar em novas situações por generalização (um caso mais difícil), ou por transferência (um caso diferente).
5. Às vezes você pode pensar que não está aprendendo, apesar do esforço que fez. É ilusão. A aprendizagem está sendo acumulada no inconsciente. Quando você menos esperar, ela jorrará como uma fonte cuja existência não era suspeitada (desde que você esteja se esforçando, naturalmente).
OBSERVAÇÕES GERAIS:
1. Longos Períodos de estudo não adiantam. Divida o período em etapas adequadas. Assim, passar a noite estudando em véspera de prova é absolutamente improdutivo, ainda que pareça o contrário; o resultado final é sempre negativo.
2. Não esqueça que quando você não consegue aprender alguma coisa não é por falta de inteligência: é que aprender algo que irá servir de base à nova aprendizagem. Procure saber o que é, e desaparecerá a dificuldade.
3. Não seja muito tímido nas aulas. Quando não entender, faça perguntas.
4. Depois de estudar a matéria, procure debate-la com um colega (se tiver o hábito de estudar sozinho). O debate é uma forma excepcional de aprendizagem.
5. Não engane a si próprio: Controle os resultados do seu estudo. Não estude de modo dispersivo. Depois de cada momento verifique se aprendeu. Faça de conta que são duas pessoas: “Você” que aprendeu e “Você” que verifica a aprendizagem.
6. Estudar em grupo talvez seja a melhor maneira de estudar. Mas para isso, há necessidade de que o grupo esteja realmente disposto a estudar; não pode haver dispersão de atenção, bate-papo. O grupo tem que ser coeso, responsável, bem intencionado.
Formatura...
Tempo de muita labuta aos anos dedicados, ao aprendizado quisto durante uma longa jornada de muito esforço e dedicação para desenvolver, adquirir e lapidar conhecimentos e habilidades, agora que venham as merecidas conquistas e vitórias.
sábado, 15 de janeiro de 2011
Brasil...
Nossos preços estão entre os mais altos do mundo. Pagamos 3, 4 vezes mais por qualquer coisa. Mas o maior problema é outro: muita gente adora isso.
É tanta muamba que o português dos vendedores de shopping da Flórida está mais afiado do que nunca. Os brasileiros são os turistas que mais compram nos EUA: US$ 4,8 mil por pessoa, à frente dos japoneses.
Nossos gastos no exterior em 2010 tinham passado de US$ 11 bilhões até setembro, um recorde. Agências de turismo já oferecem pacotes sem parques de diversão no roteiro, só com traslados para grandes shoppings e outlets.
Estamos virando um país de contrabandistas. Natural. Veja o caso do iPad. Aqui, nos EUA ou na Europa, ele é importado. Vem da China. Em tese, deveria custar quase igual em todos os países, já que o frete sempre dá mais ou menos a mesma coisa. Mas não. A versão básica custa R$ 800 nos EUA. Aqui a previsão é que ele saia por R$ 1 800. No resto do mundo desenvolvido é raro o iPad passar de R$ 1 000. E isso vale para qualquer coisa. Numa viagem aos EUA dá para comprar um notebook que aqui custa R$ 5 500 por R$ 2 300. Ou um videogame de R$ 500 que bate em R$ 2 mil nos supermercados daqui. E os carros, então? Um Corolla zero custa R$ 28 mil. Reais. Aqui, sai por mais de R$ 60 mil. E ele é tão nacional nos EUA quanto no Brasil. A Toyota fabrica o carro nos dois países.
Por que tanta diferença? Primeiro, os impostos. Quase metade do valor de um carro (40%) vai para o governo na forma de tributos. Nos EUA são 20%. Na China também. Na Argentina, 24%. O padrão se repete com os outros produtos. E haja tributo. Enquanto o padrão global é ter um impostoespecífico para o consumo, aqui são 6 – IPI, ICMS, ISS, Cide, IOF, Cofins. Ufa. Essa confusão abre alas para uma sandice que outros países evitam: a cobrança de impostos em cascata. O ICMS, por exemplo, incide sobre o Cofins e o PIS. Ou seja: você paga imposto sobre imposto que já tinha sido pago lá atrás. Tudo fica mais caro. E quando você soma isso ao fato de que não, não somos um país rico, o vexame é maior ainda. Levando em conta o salário médio nas metrópoles e o preço das coisas, um sujeito de Nova York precisa trabalhar 9 horas para comprar um iPod Nano (R$ 256 lá). Nas maiores capitais do Brasil, um Nano vale 7 dias de trabalho do cidadão médio (R$ 549).
A bagunça tributária do Brasil não é novidade. A diferença é que os efeitos dela ficam mais claros agora, já que existem mais produtos globalizados (Corolla, iPad…) e o real valorizado aumenta o nosso poder de compra lá fora (quando a nossa moeda não valia nada, antes de 1994, era como se vivêssemos em outra galáxia – não dava para fazer comparações).
Mas sozinho o imposto não explica tudo. Outra razão importante para a disparidade de preços é a busca por status. Mercado de luxo existe desde o Egito antigo. Mas no nosso caso virou aberração. Tênis e roupas de marcas populares lá fora são artigos finos nos shoppings daqui, já que a mesma calça que custa R$ 150 lá fora sai por R$ 600 no Brasil. O Smart é um carrinho de molecada na Europa, um popular. Aqui virou um Rolex motorizado – um jeito de mostrar que você tem R$ 60 mil sobrando. O irônico é que o preço alto vira uma razão para consumir a coisa. Às vezes, a única razão. Como realmente estamos ficando mais ricos (a renda per capita cresceu 20% acima da inflação nos últimos 10 anos), a demanda por produtos de preços irreais continua forte. Os lucros que o comércio tem com eles também. E as compras lá fora idem.
O resultado mais sombrio disso é o que os economistas chamam de doença holandesa: o país enriquece vendendo matéria-prima e deixa de fabricar itens sofisticados – importa tudo (ou vai passar o feriado em Miami e volta carregado). Por isso mesmo o governo reclama da desvalorização excessiva do dólar e do euro, que deixa tudo ainda mais barato lá fora. Aí não há indústria que aguente.
Mas tem um outro lado aí. “É interessante ver que parte da indústria importa bens intermediários, que são usados para fazer outros produtos. E agora eles serão mais baratos. Então o câmbio apreciado pode ser bom”, diz o economista Carlos Eduardo Gonçalves, da USP.
O governo também tem agido contra o mal do câmbio. Em agosto, cortou várias taxas de máquinas industriais e zerou os impostos para a fabricação de aviões. Outros 116 bens da indústria de autopeças que não têm similar nacional tiveram seu imposto de importação praticamente zerado. Já é um começo. Esperamos que, em breve, passar 9 horas no avião para comprar um laptop possa deixar de fazer sentido. Porque é bizonho.
Quer pagar quanto?
Preços de alguns produtos no Brasil e nos EUA, em reais:
Hyundai Veracruz
EUA – R$ 48 mil
Brasil – R$ 150 mil
Playstation 3
EUA – R$ 500
Brasil – R$ 1 999
Perfume CK One 200 ml
EUA – R$ 50
Brasil – R$ 299
Carrinho de bebê Chicco
EUA – R$ 500
Brasil – R$ 1 849
Pois é, isso que nós, consumidores sofremos. Depois o governo quer que compremos no Brasil para incentivar o mercado interno…
É tanta muamba que o português dos vendedores de shopping da Flórida está mais afiado do que nunca. Os brasileiros são os turistas que mais compram nos EUA: US$ 4,8 mil por pessoa, à frente dos japoneses.
Nossos gastos no exterior em 2010 tinham passado de US$ 11 bilhões até setembro, um recorde. Agências de turismo já oferecem pacotes sem parques de diversão no roteiro, só com traslados para grandes shoppings e outlets.
Estamos virando um país de contrabandistas. Natural. Veja o caso do iPad. Aqui, nos EUA ou na Europa, ele é importado. Vem da China. Em tese, deveria custar quase igual em todos os países, já que o frete sempre dá mais ou menos a mesma coisa. Mas não. A versão básica custa R$ 800 nos EUA. Aqui a previsão é que ele saia por R$ 1 800. No resto do mundo desenvolvido é raro o iPad passar de R$ 1 000. E isso vale para qualquer coisa. Numa viagem aos EUA dá para comprar um notebook que aqui custa R$ 5 500 por R$ 2 300. Ou um videogame de R$ 500 que bate em R$ 2 mil nos supermercados daqui. E os carros, então? Um Corolla zero custa R$ 28 mil. Reais. Aqui, sai por mais de R$ 60 mil. E ele é tão nacional nos EUA quanto no Brasil. A Toyota fabrica o carro nos dois países.
Por que tanta diferença? Primeiro, os impostos. Quase metade do valor de um carro (40%) vai para o governo na forma de tributos. Nos EUA são 20%. Na China também. Na Argentina, 24%. O padrão se repete com os outros produtos. E haja tributo. Enquanto o padrão global é ter um impostoespecífico para o consumo, aqui são 6 – IPI, ICMS, ISS, Cide, IOF, Cofins. Ufa. Essa confusão abre alas para uma sandice que outros países evitam: a cobrança de impostos em cascata. O ICMS, por exemplo, incide sobre o Cofins e o PIS. Ou seja: você paga imposto sobre imposto que já tinha sido pago lá atrás. Tudo fica mais caro. E quando você soma isso ao fato de que não, não somos um país rico, o vexame é maior ainda. Levando em conta o salário médio nas metrópoles e o preço das coisas, um sujeito de Nova York precisa trabalhar 9 horas para comprar um iPod Nano (R$ 256 lá). Nas maiores capitais do Brasil, um Nano vale 7 dias de trabalho do cidadão médio (R$ 549).
A bagunça tributária do Brasil não é novidade. A diferença é que os efeitos dela ficam mais claros agora, já que existem mais produtos globalizados (Corolla, iPad…) e o real valorizado aumenta o nosso poder de compra lá fora (quando a nossa moeda não valia nada, antes de 1994, era como se vivêssemos em outra galáxia – não dava para fazer comparações).
Mas sozinho o imposto não explica tudo. Outra razão importante para a disparidade de preços é a busca por status. Mercado de luxo existe desde o Egito antigo. Mas no nosso caso virou aberração. Tênis e roupas de marcas populares lá fora são artigos finos nos shoppings daqui, já que a mesma calça que custa R$ 150 lá fora sai por R$ 600 no Brasil. O Smart é um carrinho de molecada na Europa, um popular. Aqui virou um Rolex motorizado – um jeito de mostrar que você tem R$ 60 mil sobrando. O irônico é que o preço alto vira uma razão para consumir a coisa. Às vezes, a única razão. Como realmente estamos ficando mais ricos (a renda per capita cresceu 20% acima da inflação nos últimos 10 anos), a demanda por produtos de preços irreais continua forte. Os lucros que o comércio tem com eles também. E as compras lá fora idem.
O resultado mais sombrio disso é o que os economistas chamam de doença holandesa: o país enriquece vendendo matéria-prima e deixa de fabricar itens sofisticados – importa tudo (ou vai passar o feriado em Miami e volta carregado). Por isso mesmo o governo reclama da desvalorização excessiva do dólar e do euro, que deixa tudo ainda mais barato lá fora. Aí não há indústria que aguente.
Mas tem um outro lado aí. “É interessante ver que parte da indústria importa bens intermediários, que são usados para fazer outros produtos. E agora eles serão mais baratos. Então o câmbio apreciado pode ser bom”, diz o economista Carlos Eduardo Gonçalves, da USP.
O governo também tem agido contra o mal do câmbio. Em agosto, cortou várias taxas de máquinas industriais e zerou os impostos para a fabricação de aviões. Outros 116 bens da indústria de autopeças que não têm similar nacional tiveram seu imposto de importação praticamente zerado. Já é um começo. Esperamos que, em breve, passar 9 horas no avião para comprar um laptop possa deixar de fazer sentido. Porque é bizonho.
Quer pagar quanto?
Preços de alguns produtos no Brasil e nos EUA, em reais:
Hyundai Veracruz
EUA – R$ 48 mil
Brasil – R$ 150 mil
Playstation 3
EUA – R$ 500
Brasil – R$ 1 999
Perfume CK One 200 ml
EUA – R$ 50
Brasil – R$ 299
Carrinho de bebê Chicco
EUA – R$ 500
Brasil – R$ 1 849
Pois é, isso que nós, consumidores sofremos. Depois o governo quer que compremos no Brasil para incentivar o mercado interno…
domingo, 5 de setembro de 2010
As sete ferramentas do controle de qualidade são:
1. Diagrama de Pareto
2. Diagramas de causa-efeito (espinha de peixe ou diagrama de Ishikawa)
3. Histogramas
4. Folhas de verificação
5. Gráficos de dispersão
6. Fluxogramas
7. Cartas de controle
Ishikawa observou que embora nem todos os problemas pudessem ser resolvidos por essas ferramentas, ao menos 95% poderiam ser, e que qualquer trabalhador fabril poderia efetivamente utilizá-las. Embora algumas dessas ferramentas já fossem conhecidas havia algum tempo, Ishikawa as organizou especificamente para aperfeiçoar o Controle de Qualidade Industrial na década de 1960.
Talvez o alcance maior dessas ferramentas tenha sido a instrução dos Círculos de Controle de Qualidade (CCQ). Seu sucesso surpreendeu a todos, especialmente quando foram exportados do Japão para o ocidente. Esse aspecto essencial do Gerenciamento da Qualidade foi responsável por muitos dos acréscimos na qualidade dos produtos japoneses, e posteriormente muitos dos produtos e serviços de classe mundial, durante as últimas três décadas.
2. Diagramas de causa-efeito (espinha de peixe ou diagrama de Ishikawa)
3. Histogramas
4. Folhas de verificação
5. Gráficos de dispersão
6. Fluxogramas
7. Cartas de controle
Ishikawa observou que embora nem todos os problemas pudessem ser resolvidos por essas ferramentas, ao menos 95% poderiam ser, e que qualquer trabalhador fabril poderia efetivamente utilizá-las. Embora algumas dessas ferramentas já fossem conhecidas havia algum tempo, Ishikawa as organizou especificamente para aperfeiçoar o Controle de Qualidade Industrial na década de 1960.
Talvez o alcance maior dessas ferramentas tenha sido a instrução dos Círculos de Controle de Qualidade (CCQ). Seu sucesso surpreendeu a todos, especialmente quando foram exportados do Japão para o ocidente. Esse aspecto essencial do Gerenciamento da Qualidade foi responsável por muitos dos acréscimos na qualidade dos produtos japoneses, e posteriormente muitos dos produtos e serviços de classe mundial, durante as últimas três décadas.
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