segunda-feira, 22 de abril de 2019
PCP - https://www.nomus.com.br/blog-industrial/10-tarefas-que-definem-funcao-analista-de-pcp-em-uma-industria/
Com as exigências cada vez maiores do mercado e o grande crescimento da concorrência na área industrial, é primordial planejar, programar e controlar o que se produz para que uma indústria tenha sucesso. Diante deste contexto, um profissional que se destaca é o analista de PCP, que para superar seus desafios está sempre se capacitando por meio de cursos complementares.
Para contribuir com a gestão, as indústrias precisam de um sistema de PCP, que objetiva aumentar a eficiência e o rendimento da empresa por meio da administração da produção. Além disso, uma boa gestão é essencial para o crescimento e reconhecimento de uma empresa.
Sendo assim, preparei este artigo para explicar de forma clara e fácil quais são as atribuições de um analista de PCP e como o mesmo pode ajudar a sua fábrica. Claro que nem todas as indústrias executam ou precisam executar todas as funções, mas tenho certeza que uma boa parte delas está presente em qualquer indústria.
1. Analisar previsões de venda
O Analista de PCP deve sempre analisar a previsão de vendas para planejar a produção, a fim de atender tanto as demandas da previsão quanto os pedidos firmes de produtos acabados.
Caso a sua empresa não faça previsão de vendas, veja os 6 beneficios de se realizar a previsão de vendas e analise a importância desse fator na sua indústria.
Vale lembrar que a análise das previsões deve ser feita junto aos setores de vendas, comercial ou marketing com o intuito de levar em consideração as tendências e sazonalidades do mercado
2. Planejar e elaborar o plano de produção.
Basicamente, o analista de PCP deve pensar em responder as seguintes perguntas:
O que a demanda vai solicitar ou já solicitou?,
Quando precisamos entregar?
Qual é a quantidade pedida?
Repare que aqui estamos tratando de previsões e pedidos firmados. Ou seja, o analista de PCP precisa analisar as previsões de vendas e os pedidos firmes para elaborar o Plano. As principais entradas e saídas para essa etapa são:
Entradas: Carteira de pedidos, previsão de vendas e registros de estoque.
Saída: Plano-mestre de produção.
De maneira simples, o plano de produção inclui ordens de produção planejadas para a fabricação de produtos acabados. A partir do plano de produção é gerado o MRP.
3. Rodar o MRP e gerar necessidades de compras e produção.
Após gerar o plano de produção para produtos acabados, o analista de PCP deve rodar o MRP para saber o que deverá ser comprado e produzido para que o plano de produção seja cumprido. O foco aqui é o estoque e as perguntas a serem respondidas vão além do que comprar e produzir:
O que comprar;
O que produzir;
Quando comprar;
Quando produzir;
Quanto comprar;
Quanto produzir;
Analistas de PCP avançados podem ir além se tiverem as ferramentas apropriadas e responder também onde produzir, de quem comprar, por quanto comprar etc.
Se o plano de produção gera as ordens de produção dos produtos acabados, o MRP gera as ordens de produção de semiacabados e solicitações de compra de materiais.
4. Analisar carga e capacidade no CRP.
Com o plano de produção e o MPR, se o analista de PCP tiver uma ferramenta de MRP II, ele poderá executar o CRP (capacity requirements planning, ou planejamento dos requisitos de capacidade) e analisar a famosa carga de máquina.
O CRP nada mais é do que uma análise que compara quantas horas uma máquina tem disponível em um período com quantas horas ela será utilizada nesse mesmo período. Se o horizonte de planejamento é de 30 dias, a máquina tem 360 horas disponíveis nesse período e 500 horas de demanda, o analista de PCP já pode acender o alerta de que não será possível produzir tudo o que foi planejado a menos que algumas decisões para o aumento de capacidade sejam tomadas.
Apesar de não ter um algoritmo sofisticado como um APS para programação avançada com capacidade finita, a partir da análise do CRP já é possível ter uma noção de quais máquinas ou centros de trabalho estarão mais sobrecarregados e quais estarão ociosos.
5. Confirmar as necessidades de matérias-primas, embalagens e materiais de consumo.
Conforme mencionei no item 3 acima, o analista de PCP ao rodar o MRP gera as necessidades de compras e de produção.
Além de gerar essas informações com o apoio de um ERP apropriado, o profissional precisa ser capaz de avaliar e confirmar as necessidades de matéria-prima, embalagens e outros insumos necessários para executar o plano de produção. Ou seja, fazer o MRP – Material Requeriment Planning.
Leia mais: Como saber o que, quando e quanto comprar na sua indústria com PCP e MRP.
Geralmente, os sistemas ERP com PCP trabalham com o conceito de empenho de materiais.
Empenho de materiais é utilizado para contabilizar a necessidade do produto no processo produtivo. Quando um material é empenho numa ordem de produção, quer dizer que para fabricar o produto da ordem é necessário requisitar esse material no estoque.
Geralmente os materiais são empenhados manualmente ou automaticamente.
Quando não previstos na lista de materiais, o empenho é manual, quando previsto, é automático.
Com as ordens criadas, o sistema pode gerar o relatório com todas as necessidades da produção, assim podemos analisar:
O produto da ordem
O produto empenhado
A quantidade necessária
A data da necessidade
Assim é possivel tomar ações como:
Prever compras
Projetar o estoque futuro de cada produto
Otimizar a quantidade de produto em estoque (just in time)
6. Emitir solicitações de compra e acompanhar o processo
Logo após confirmar os materiais que precisarão ser comprados, o analista de PCP deve emitir solicitações de compras para o setor responsável. Ao receber as solicitações de compras, o comprador deverá seguir o processo estabelecido na sua indústria que pode incluir uma pesquisa de fornecedores, cotações e por fim a colocação do pedido de compra.
Realizar follow-up ou acompanhamento dos processos de compras com os respectivos fornecedores internos (compras e importação) é de suma importância para garantir o abastecimento do estoque e os prazos na fabricação.
Logo, é preciso haver uma sinergia muito grande entre os setores de compras e PCP.
Leia mais: 6 dicas práticas para melhorar o setor de compras da sua indústria
7. Confirmar ordens de produção de semiacabados.
De acordo com o que falei anteriormente, o analista de PCP gera as ordens de produção de semiacabados usando o MRP. Se você não sabe o que é um semiacabado, vou citar alguns exemplos: bolo simples sem recheio ou cobertura, bobina de embalagens plásticas, eixo de um equipamento mecânico, flange, gola de uma blusa etc.
Os semiacabados são também conhecidos como produtos intermediários, ou produtos em processo e se caracterizam por serem itens fabricados, que podem ser estocados (mesmo que por um pequeno espaço de tempo) e que fazem parte da lista de materiais de um produto acabado.
Essas ordens geradas pelo MRP são chamadas de ordens de produção planejadas. Peço desculpas pela redundância aqui, mas o analista de PCP precisa analisar essas ordens planejadas e efetuar sua confirmação. Caso surja algum imprevisto e o profissional perceba que não deverá produzir aquilo que foi planejado, ao invés de confirmar, ele poderá cancelar uma ordem planejada.
8. Conferir e liberar as ordens de produção.
Depois de planejar e confirmar as ordens de produção, uma outra tarefa do analista de PCP é conferir e liberar as ordens para a produção. Dependendo do ambiente de produção, as ordens já podem nascer liberadas para produção.
Antes de criar as ordens de produção já liberadas ou de liberar as ordens confirmadas, o profissional precisará conferir se toda a documentação necessária para a produção está disonível, além de dimensionar lotes produtivos. Estando tudo conforme para o início da produção, ele deverá distribuir os documentos essenciais para fabricação na “pasta” da produção, como por exemplo:
Desenhos e Croquis para fabricação
Roteiro de Produção
Delineamento do processo
Programa CNC
Ficha técnica / Bill of material
Lista de empenhos
Fichas de inspeção
Obviamente nem todos esses documentos são necessários para todos os tipos de produção. Se a sua produção tiver algum documento de apoio que eu não citei aqui, por favor, escreva nos comentários abaixo. Além disso, veja como ter uma boa gestão de documentos na sua rotina.
9. Elaborar a programação da produção com o ERP Industrial ou um APS
A programação da produção é algo que toda indústria precisa executar de forma precisa para amenizar os riscos envolvidos em atrasos e falta de planejamento. Nesse sentido, o analista de PCP deve usar essa ferramenta para melhor otimização possível dos recursos e cumprimento dos planos de produção. São tantas informações que sem uma ferramenta adequada não é viável programar a produção com qualidade.
O ideal para fazer a programação é utilizar o ERP Industrial com programação fina ou um sistema APS, sigla para advanced planning and scheduling, ou planejamento e agendamento avançados em uma tradução ao pé da letra. Em português o APS normalmente é traduzido por programação fina, programação finita, programação detalhada ou programação avançada, mas eu acho que a tradução ao pé da letra é a que melhor explica o que o sistema deve fazer.
A programação da produção utiliza recursos computacionais pesados para literalmente planejar e agendar o que cada máquina vai fazer, considerando critérios de priorização e a sequência das operações de todas as ordens de produção em carteira. Depois da programação ser executada, cada máquina tem uma agenda com seus compromissos com data e hora de início e fim marcados. Esses compromissos são as operações, fases ou etapas das ordens de produção.
Já listei 5 benefícios da programação fina que melhoram o desempenho da sua indústria e, com isso, o analista de PCP deve ser capaz de elaborar, acompanhar e gerenciar a programação da produção.
10. Apoiar o comercial na promessa de prazos de entrega.
Sobretudo na produção sob encomenda, o analista de PCP precisa usar a programação fina da produção para ajudar o setor comercial a prometer prazos de entrega viáveis. Conforme mencionei acima, a programação fina deve preencher a agenda de todas as máquinas com as operações das ordens de produção em carteira.
Para explicar de uma maneira bem didática como a promessa de prazos deve ser feita, o sistema vai encaixar nos “horários livres” da agenda da máquina as operações das encomendas que estão sendo negociadas. Eventualmente para conseguir atender um prazo exigido por um cliente, a encomenda irá furar a fila da programação realizada previamente em uma ou mais máquinas. O mais importante aqui é que essa promessa de prazo para encomendas em negociação não comprometa os prazos prometidos para as encomendas em carteira.
11. Acompanhar as etapas da produção
Essa é uma tarefa básica para o analista de PCP ter o controle da produção, ou seja, visa fazer o acompanhamento para garantir de forma eficiente a utilização dos recursos de transformação, máquinas e mão de obra. Assim, é possivel agir de imediato para tratar qualquer desvio. As principais atividades para acompanhamento são:
Paradas não planejadas
Falta de demanda
Manutenção corretiva
Queda de luz
Paradas planejadas
Troca de turno
Manutenção preventiva
Atividades Planejadas
Produção
Setup
12. Fazer o controle da produção.
Como mencionado acima, o acompanhamento da produção é um requisito para o controle da produção, mas ele por si só não representa o conceito de controle da produção. Para controlar a produção, o analista de PCP precisa confrontar o planejado com o realizado e aí sim fazer os ajustes de rota.
Para ficar mais claro aqui, vou citar uma frase que sempre ouço em cursos de gerenciamento de projetos e também muito falada por profissionais de planejamento mais experientes: a única certeza que você pode ter quando planeja algo é que o plano não vai ser cumprido a risca.
Isso não significa que você não deva planejar, pois quem não planeja não sabe onde quer chegar e não chega nunca. O sentido disso é você ter a consciência da importância de estar sempre comparando o planejado com o realizado para fazer os ajustes necessários para estar sempre próximo do que você planejou.
O controle da produção deve portanto comparar entre outras medidas as seguintes:
quantidade de material consumida X quantidade de material planejada;
tempo de execução de uma operação X tempo planejado para essa operação;
data e hora de início de uma operação X data hora planejada para início dessa operação;
data de entrega X data de entrega planejada ou prometida para o cliente
13. Ajudar a produção a cumprir prazos prometidos.
Se o analista de PCP ajuda o comercial a prometer os prazos de entrega viáveis, deve ajudar a produção a cumprir esses prazos, justamente acompanhando e controlando a produção. A cada imprevisto, seja ele um adiantamento ou um atraso de uma etapa, a próxima programação deve prever que um prazo não será cumprido e que outro será antecipadamente, por exemplo.
A partir dessas análises, o profissional deverá tomar ações para que os prazos prometidos sejam cumpridos. Algumas dessas ações incluem:
alterar prioridades das ordens de produção (ou furar fila na linguagem popular);
não permitir que as alterações de prioridade gerem outros atrasos;
sugerir contratação de horas extras;
terceirizar etapas da produção;
sugerir alterações na política de compras
Você conhece alguma outra ação que o analista de PCP deve tomar para ajudar a produção a cumprir prazos prometidos? Escreva um comentário e compartilhe com nossos outros leitores e leitoras.
14. Acompanhar clientes no diligenciamento da produção sob encomenda.
Dependendo do ambiente de produção, o analista de PCP deverá acompanhar clientes no diligenciamento da produção sob encomenda. Isso significa que seus clientes fazem visitas periódicas para avaliar se as suas encomendas estão sendo produzidas e se estão com as etapas dentro dos prazos para não gerar um atraso na data de entrega final.
Se o cliente exige que o fornecedor abra suas portas para receber um diligenciador, alguém precisará acompanhar esse profissional do cliente em suas visitas e a pessoa mais indicada para isso é o analista de PCP, que deve conhecer todas as etapas e requisitos a serem cumpridos para uma entrega de sucesso, o que já foi feito e o que falta ser feito.
15. Gerenciar os indicadores de PCP
O analista deve elaborar relatórios e fechamentos periódicos com base nos dados históricos de fabricação, sempre recomendando e implementando ações corretivas e de melhoria contínua dos resultados da produção.
É importante fazer a análise de causa-raiz para cada desvio ocorrido com relação às metas de PCP, como também para qualquer impacto no processo produtivo causado por qualquer desvio como falta de materiais e não-conformidades.
16. Apurar o custo da produção.
Apurar o custo da ordem de produção para coibir qualquer desvio no custo previsto é função do analista de PCP, no nosso blog você vai encontrar o artigo que fala 5 Passos para apurar o custo da ordem de produção para te ajudar nessa tarefa.
17. Alinhar com o planejamento da manutenção.
A gestão da manutenção é uma das áreas mais importantes de qualquer indústria. Uma máquina parada pode significar atrasos e prejuízos, principalmente se a parada não for planejada e se a máquina for o gargalo.
Por isso, o analista de PCP precisa alinhar o planejamento da manutenção com o planejamento da produção, seja utilizando a manutenção preventiva, a manutenção corretiva planejada com o apoio da manutenção preditiva ou mesmo na manutenção corretiva não planejada.
18. Sugerir aumento ou redução de capacidade.
A gestão da capacidade também é importantíssima dentro de uma indústria e o analista de PCP deve apoiar aqui sugerindo aumento ou redução de capacidade. Para isso ele deve considerar diferentes horizontes de planejamento:
Curtíssimo prazo
contratação de horas extras
redução de horas extras
terceirização de etapas do processo de produção
Curto prazo
contratação de funcionários
demissão de funcionários
Médio prazo
ativação de novos turnos de produção
desativação de novos turnos de produção
compra de máquinas
venda de máquinas
Longo prazo
aumento da planta industrial
redução da planta industrial
Por favor, escreva nos comentários abaixo caso conheça outras sugestões de aumento ou redução de capacidade.
19. Ter compromisso com a qualidade.
Compromisso com a qualidade e conformidade dos produtos deve ser o alicerce de qualquer empresa. Logo, o analista de PCP deve contribuir na análise de RNC (Registro de Não Conformidade) relacionadas ao PCP (como atraso na entrega, falta de demanda, falta de material), bem como na prevenção das mesmas.
Além disso, o profissional deve prezar para que todas as tarefas citadas anteriormente possam ter interfaces com profissionais dos setores de garantia e controle da qualidade. Seja na contratação de funcionários ou fornecedores para terceirização com as qualificações exigidas pela qualidade no caso de aumento de capacidade, seja na liberação para a manutenção reparar uma máquina que está gerando itens não conformes acima do tolerável, seja em qualquer outra tarefa.
Percebendo os resultados do analista de PCP na prática
Após conhecer as tarefas do analista de PCP, é o momento de você parar e refletir os benefícios que o PCP pode trazer para as necessidades de sua fábrica. No Blog Industrial Nomus temos diversos artigos sobre o assunto:
Descubra os impactos da lista de materiais no PCP da sua indústria
Entendendo o verdadeiro sentido de ter um PCP nas organizações
Descubra na prática como o PCP e seus aliados podem ajudar sua indústria
Como usar a programação da produção no seu PCP para solucionar problemas graves da gestão industrial
6 Benefícios de controlar o chão de fábrica com um sistema de gestão de PCP
19 tarefas que definem a função do analista de PCP em uma indústria
Atualizado em 27/12/18 - Escrito por Thiago Leão na(s) categoria(s): Avaliação de desempenho / Produção / Recursos Humanos / Seleção de pessoas
sexta-feira, 2 de março de 2018
SST
A área de “Segurança e a Saúde no Trabalho” visa a proteger e prevenir riscos e danos à vida e à saúde dos trabalhadores, através de políticas públicas e ações de fiscalização.
O objetivo geral do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho (DSST) é planejar e coordenar as ações de fiscalização dos ambientes e condições de trabalho, prevenindo acidentes e doenças do trabalho, protegendo a vida e a saúde dos trabalhadores.
O DSST coordena nacionalmente a inspeção dos ambientes, condições e processos de trabalho, competência exclusiva dos auditores fiscais do trabalho.
segunda-feira, 17 de julho de 2017
Portaria altera Norma Regulamentadora nº 12
Brasília/DF - A alteração da Norma Regulamentadora (NR) nº 12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos) foi publicada hoje, dia 10, na seção 1 do Diário Oficial da União. A mudança se deu por meio da portaria nº 873, de 6 de julho de 2017, assinada pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira de Oliveira.
Entre as modificações, está a nova redação do Anexo I (Distâncias de segurança e requisitos para o uso de detectores de presença optoeletrônicos), alínea "c" (Requisitos para uso de sistemas de segurança de detecção multizona - AOPD multizona em dobradeiras hidráulicas). O Anexo VIII (Prensas e Similares) também conta com mudanças em seu conteúdo, sendo que as obrigações específicas apresentadas nesta portaria para este Anexo representam os requisitos técnicos mínimos de segurança. As máquinas fabricadas antes da publicação desta portaria serão consideradas em conformidade com o Anexo ora aprovado, desde que atendam aos requisitos técnicos de segurança até então vigentes. Além disso, a portaria acrescentou o Anexo IV - Glossário da NR-12 e o Anexo IX que dispõe sobre Injetora de Materiais Plásticos.
Esta portaria entrou em vigor na data de sua publicação, sendo concedido o prazo de 36 meses nos itens 2.6, 2.6.1, 2.6.2, 2.6.3, 2.8, 2.8.1, 2.8.1.1, 2.8.1.2, 3.3.2, 3.3.2.1, 3.3.2.1.1, 4.1.3 e 5.4 do Anexo VIII (Prensas e Similares), para adequação das máquinas já em uso.
Data: 10/07/2017 / Fonte: Redação Revista Proteção
Nova legislação trabalhista é sancionada
Brasília/DF - A lei nº 13.467, de 13 de julho de 2017, a chamada Lei de Modernização Trabalhista, foi publicada hoje, 14, nos Atos do Poder Legislativo, do Diário Oficial da União, sendo assinada pelo presidente Michel Temer, pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, e pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira de Oliveira. A cerimônia de sanção da lei foi realizada ontem, dia 13, em cerimônia no Palácio do Planalto, em Brasília/DF.
A nova legislação altera a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e as Leis nº 6.019, de 3 de janeiro de 1974, 8.036, de 11 de maio de 1990, e 8.212, de 24 de julho de 1991, a fim de adequar a legislação às novas relações de trabalho. A lei entra em vigor após 120 dias de sua publicação oficial.
Entre as mudanças relacionadas a Saúde e Segurança do Trabalho, estão os tópicos: teletrabalho; trabalho de gestantes em locais insalubres; prorrogação de jornada em ambientes insalubres, sem licença prévia das autoridades competentes do Ministério do Trabalho; normas de saúde, higiene e segurança do trabalho previstas em lei ou em Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho; adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas; entre outros temas.
Data: 14/07/2017 / Fonte: Redação Revista Proteção
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Segurança do trabalho (ou também denominado segurança ocupacional):
É um conjunto de ciências e tecnologias que tem o objetivo de promover a proteção do trabalhador no seu local de trabalho, visando a redução de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais. É uma das áreas da segurança e saúde ocupacionais, cujo objetivo é identificar, avaliar e controlar situações de risco, proporcionando um ambiente de trabalho mais seguro e saudável para as pessoas.
Destacam-se entre as principais atividades da segurança do trabalho:
Prevenção de acidentes
Promoção da saúde
Prevenção de incêndios
domingo, 3 de novembro de 2013
Confira a lista com os jargões usados no mundo corporativo e seus significados
O executivo pede à secretária: "Vamos schedular um brainstorm para estimular o team building em nossa cultura organizacional e, aproveitando o know-how de nosso CEO, agregar valor ao business plan". Entendeu alguma coisa? (Em caso de resposta negativa, consulte o glossário ao lado, organizado pelo caderno Pense Empregos.) Na vida real, claro, tais expressões não costumam aparecer dessa maneira. Mas são cada vez mais ouvidas em reuniões ou pelos corredores das empresas.
Conhecer os jargões típicos de sua área de atuação é importante para o profissional garantir a boa comunicação, ficar atualizado e entender os assuntos em pauta. Usá-los em excesso, entretanto, pode gerar efeito contrário — como no exemplo citado acima. De acordo com Ana Paula Azevedo, sócia-diretora da Garcia Azevedo e Consultores, identificar o ambiente e o momento para aplicar os termos de um mercado específico é imprescindível:
— O funcionário deve fazer uma boa lição de casa, buscando informações sobre o setor em que atua, assim como conhecer um pouco do perfil e da história da empresa.
O uso dos jargões inspirou uma brincadeira com o tema: o business bingo. Ganha quem preencher a cartela com as expressões usadas em reuniões no menor tempo. Na próxima oportunidade, experimente.
Quando o profissional começa em determinada atividade ou empresa, deve buscar informações com colegas e gestores sobre o vocabulário adotado por eles. Os líderes, porém, têm a obrigação de conhecer o básico, alerta a consultora Luciana Tegon.
— Se você não entendeu algo que extrapola o conteúdo básico a ser dominado pelos profissionais, pergunte imediatamente. Quanto mais novo você for, tanto na área como na empresa, mais toleráveis serão suas dúvidas — sugere Luciana, diretora da Tegon Consultoria.
Assim como ocorre com gírias, a utilização de termos não mais usuais pode dar a impressão de que o profissional está ultrapassado, afirma o consultor Mário Persona, professor de estratégias de comunicação e marketing.
— Há termos que são permanentes e os modismos. Como os jargões corporativos estão sempre evoluindo, é preciso que o profissional evolua com eles — destaca Persona.
Glossário
A
Agregar valor: incorporar ao trabalho algo que o qualifique ou o torne mais sofisticado.
Alavancar: impulsionar um negócio, mas pode significar estar além da sua capacidade.
Alinhar: garantir que todas as partes envolvidas estejam atuando com o mesmo propósito e seguindo as mesmas diretrizes.
Avaliação 180 graus: análise de desempenho feita por líderes e clientes internos e externos.
Avaliação 360 graus: feita por chefes, clientes e subordinados.
B
Background: experiência e conhecimento pessoal ou profissional.
Benchmarking: comparação de produtos, serviços e práticas com os melhores do mercado.
Branding: trabalho de construção e fortalecimento de marcas no mercado.
Brainstorming: termo em inglês que significa tempestade cerebral, representa uma oportunidade para expor ideias livremente, sem censura, como ponto de partida para um projeto.
Briefing: usado como sinônimo de relatório, é o resumo de informações feito a partir de coleta de dados.
Budget: orçamento.
Brilho no olho: expressão para caracterizar profissional motivado ou muito empenhado.
Business plan: plano de negócios.
Business unit: unidade de negócios.
C
Capital intelectual: valor do que um determinado profissional sabe, conhece e aplica.
Capacitação: curso ou treinamento profissional.
Case: estudo de caso. Uma história que descreve assunto vivido pela empresa.
CEO (Chief Executive Officer): sigla para denominar o profissional que ocupa o cargo mais alto na hierarquia da empresa.
Clima organizacional: características do ambiente de trabalho percebidas pelos funcionários que influenciam seu comportamento.
Coaching: treinamento feito por um consultor de carreira chamado de coach (treinador, em inglês) que visa o crescimento profissional por meio de cumprimento de metas.
Cultura organizacional: hábitos e crenças que refletem no comportamento dos funcionários e está ligado à missão e aos valores da empresa.
Colaborador: sinônimo de funcionário ou empregado.
Comoditização: é um tratamento padrão para atividades ou produtos, o oposto de customizar (adaptar a necessidades específicas). Vem da palavra commodity (insumo básico).
Competências: conjunto de conhecimentos, habilidades, comportamentos e aptidões do profissional.
D
Deadline: prazo final.
Disruptivo: processo ou produto que muda a forma de consumo e revoluciona o mercado
Downsizing: em português, encolhimento. Técnica que tem por objetivo o a redução dos níveis hierárquicos de uma organização.
E
Endereçar: se alguém lhe pedir para endereçar algum assunto, não se limite a repassar. Ao ser aportuguesada da expressão em inglês "to adress", quer dizer que é preciso achar uma forma de resolver a questão .
Endomarketing: marketing interno que visa informar, motivar e conscientizar os funcionários.
Empowerment: delegação de poderes de decisão, autonomia e participação dos funcionários na administração das empresas. A versão aportuguesada "empoderamento" também é usada.
Está no DNA: processo, modelo ou forma de atuação já incorporados à cultura da empresa, ao modo de a organização atuar.
Expertise: sinônimo de especialidade. Também pode se referir ao conhecimento técnico de um profissional.
F
Feedback: usada como sinônimo de "retorno", é uma ferramenta de gestão por meio da qual se faz uma avaliação do desempenho de um profissional.
Follow up: acompanhar uma discussão ou um debate, retomar temas em busca de uma solução. Também pode significar acompanhamento de projeto, negócio ou cliente, revisão de tarefas que ficaram pendentes.
G
Ganha-ganha: situação, projeto ou ação no qual todos os envolvidos são beneficiados.
H
Headhunter: caçador de talento.
I
Insight: usa-se esse termo quando se tem uma ideia não convencional ou se encontra a solução para um problema.
Interface: em recursos humanos, significa o meio capaz de promover a ligação ou interação entre dois ou mais grupos.
J
Job: trabalho eventual ou sazonal, que não é fixo.
Job rotation: rodízio de funções ou de departamentos.
Job description: atividades vinculadas ao cargo
K
Know-how: conhecimento.
L
Layout: plano, arranjo, esquema, design ou projeto.
M
Mentoring: acompanhamento de um profissional mais experiente (mentor) para dar conselhos e orientar a carreira.
Meritocracia: política de promoção e recompensas baseada no desempenho e nas contribuições do funcionário.
N
Networking: rede de contatos.
O
Outplacement: quando a empresa acompanha eventuais demissões com aconselhamento, orientação e estímulo para recolocação no mercado.
On-the-job: treinamento realizado dentro da área ou do departamento de atuação.
Ombudsman: profissional ou departamento que tem a função de receber críticas, sugestões e reclamações da empresa. Media conflitos entre as partes.
Outsourcing: mão de obra terceirizada com o intuito de reduzir os custos internos.
P
Pensar fora da caixa: ter ideias diferentes das convencionais, propor soluções nunca testadas.
Performar: da palavra performance, e é usado no sentido de atingir o bom desempenho esperado no trabalho.
Período sabático: quando o profissional decide se afastar do trabalho por um tempo prolongado, com expectativa de retorno.
Proativo: profissional que em vez de apresentar problemas aponta soluções ou toma iniciativas sem esperar ordens.
Q
Quebra de paradigma: parente do 'pensar fora da caixa',refere-se a buscar soluções fora dos padrões.
R
Resiliência: capacidade de superar obstáculos sem surtar e contribuindo para a mudança.
S
Sinergia: trabalho em conjunto, que envolve vários setores ou profissionais da empresa.
Schedular: do termo em inglês schedule (agenda), é agendar.
Startar: significa dar início, vem da palavra em inglês start (começar).
Supply chain: gerenciamento de cadeia de suprimentos.
T
Team building: espírito de equipe.
To do: lista de afazeres.
Tropicalizar: adaptar estratégias da matriz estrangeira à cultura do Brasil.
Turnover: rotatividade, ou movimento de admissões e desligamentos de funcionários.
W
Workaholic: pessoa viciada em trabalho
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